Written by Roland Benedetti, VP of Product Management and Marketing, eZ Systems
What is Content as a Service?

O Content as a Service (CaaS) é um conceito que está na moda que tem vindo a ser discutido cada vez mais nos últimos tempos. Recentemente, tive uma conversa sobre o assunto com outros especialistas da indústria no J. Boye CMS Expert Group, que me deu a ideia de criar este artigo. Neste post vou listar os meus pensamentos sobre como isso se enquadra na eZ. Espero que isso ofereça uma perspectiva informativa sobre o que é o CaaS, e o que significa para os nossos clientes e leitores. Continue a ler!

CaaS: O que é?


Conteúdo como um serviço (content as a service), é a capacidade de pensar, criar e distribuir conteúdo tão independente dos canais de distribuição quanto possível. De um ponto de vista técnico, é basicamente a capacidade de serviços, sites e aplicações requisitarem conteúdo através de um serviço web (web service) a um repositório normalizado e centralizado. Os serviços, sites e aplicações estão dissociados do repositório.

Conteúdo como um serviço é de facto um termo bastante atraente. Funciona realmente muito bem, tão bem que parece que quase todos os fornecedores de conteúdo digital o vão querer usar, mais cedo ou mais tarde. Na verdade, dentro da eZ, já o usamos. Soa bem e parece bem. Abraça a tendência "*aaS", o que faz sentido dado que hoje em dia tudo está sendo transformado em serviços. Então, por que não o conteúdo? A maioria das empresas está entrando no negócio dos serviços - quer façam software, transportem pessoas, imprimam t-shirts, ou criem conteúdo!

Nota: veja este excelente artigo de Dave Wieneke sobre como a inovação digital está empurrando todas as empresas para a indústria dos serviços.

Mas o que significa realmente o CaaS quando lidamos com gestão de conteúdo? O que significaria isso para o seu avô, ou o seu irmão que estão na indústria da canalização? Seguramente, não muito.

A ideia principal por detrás do CaaS vem da revolução digital. Passamos por uma mudança de paradigma em que o conteúdo não carrega o seu significado e valor no contexto de uma página web bem definida que faz parte de um website completamente funcional com o seu próprio contexto e ecossistema, mas como um activo independente que pode ser distribuído e existir nos mais diversos ambientes (diferentes sites, páginas diferentes, em diferentes redes sociais, em diferentes aplicações, em assinaturas digital, quiosques multimédia, etc). Isto é um ponto muito, muito válido. Hoje em dia, vários canais média vão passar os mesmos conteúdos e consumi-los como iriam consumir qualquer outro serviço web (serviços de informação, mercado de transacções, etc).

O conteúdo precisa de fazer parte de ecossistema tecnológico onde pode fluir, e ser distribuído pelos diversos locais e canais, independentemente de ser temporário ou permanente. Também precisa de ser flexível e adaptável a esses mesmos locais e canais! Para saber mais sobre isto, recomendo que ouça a palestra de Karen McGrane, "Adapting Ourselves to Adaptive", onde ela nos leva através da história em que a NPR aplica o conceito "cria uma vez, publica em todo o lado". Está mesmo bom!

Agora, se me perguntarem, confesso que não sou grande fã do termo em si. Conceitos sobre conteúdo e serviços são muito válidos, e ao mesmo tempo muito abstractos. E isto não está a tornar a coisas mais simples. O conteúdo não é um serviço, não pode ser consumido como um serviço. O conteúdo é o conteúdo. Pode ser parte de um serviço, ou talvez não. Pessoalmente, eu prefiro falar sobre núcleos de conteúdo, ou então usar um termo mais concreto tal como "cria uma vez, publica em todo o lado", tal como foi falado acima. Acho essa frase mais clara, mais directa, e um conceito que todos os utilizadores podem facilmente assimilar.

Talvez seja por isso que nós não usamos o CaaS de forma mais abrangente na eZ, apesar de ter a capacidade de fornecer conteúdo como um serviço.

O que trás de novo o Caas?


Quando usamos um termo novo como "CaaS", isso geralmente transmite a ideia de que estamos a lidar com algo completamente novo. Bem, neste caso, não é bem assim.

Há mais de 10 anos atrás, nós aqui na eZ - assim como no resto da indústria em geral - já andávamos a pensar em CaaS quando ainda estávamos a conceber a separação entre conteúdo e apresentação que temos hoje. Vimos isso como o caminho natural a seguir para fazer a transição para uma abordagem "Conteúdo como um Serviço". Por exemplo, desde o início (1999) que o eZ Publish disponibilizou conteúdo - sem qualquer tipo de apresentação e design - em XML, para APIs como Web Services, XML RPC ou APIs PHP de baixo nível. Os serviços de feed Atom e NewsML também foram muito boas ilustrações da tecnologia que possibilitou o CaaS. É claro, nem todos os CMSs são capazes de separar o conteúdo da apresentação. Na verdade, é bastante surpreendente o elevado número de soluções CMS no mercado que não o possibilitam. Na verdade, há 10 anos atrás, a eZ foi uma dos primeiras empresas a integrar essa funcionalidade.

O que torna o CaaS numa novidade é o surgimento de serviços RESTful. Sim, o REST provocou de facto uma revolução na nossa indústria. Simplificou uma série de processos, ao mesmo tempo que standardizou a forma como criávamos, e criamos, serviços web. O REST forneceu formas standard de consumir informação de APIs, abraçando claramente tecnologias como o Json e o XML, e tornando possível a clientes e empresas combinar de forma rápida a funcional serviços díspares, incluindo conteúdos de diferentes fontes e canais. Esta é a verdadeira revolução que ainda continua no dias de hoje, e que está introduzindo um novo paradigma na indústria de software, o do software distribuído, que permitiu a democratização de serviços web, finalmente tornando realidade este conceito poderoso.

Por falar em conteúdo, se a este ponto não tiver uma separação forte entre conteúdo e apresentação, não é o REST que vai ajudar, e vai continuar a fazer parte do paradigma antigo. O que nos leva de volta à casa de partida, separação entre conteúdo e apresentação.

Os desafios que enfrentaremos para uma implementação CaaS completa


O desafio que enfrentaremos é simples. Mais uma vez, está relacionado com os desafios por que passamos ao separar conteúdo de apresentação. Podemos dizer que foi uma história de sucesso. Ainda assim, é muito claro que essa separação acarreta uma série de desafios, um deles sendo que, mesmo separados, continua a existir uma forte relação entre ambos. Por exemplo, idealmente um escritor precisa conhecer bem um determinado assunto antes de ser capaz de escrever sobre ele. Um editor-chefe continua a precisar de visualizar um determinado conteúdo antes de o poder aprovar. Um operador de marketing continua a precisar de ver uma página principal como um todo para poder pôr em prática um bom plano de acção. Um redactor precisa de ver o design e o suporte físico final para poder criar um slogan fantástico. Apesar de ser possível separar conteúdo e apresentação, é bastante claro que um não pode existir sem o outro, e isso aplica-se também aos criadores de conteúdo.

O CaaS irá enfrentar um desafio semelhante. O criador de conteúdo precisar saber sobre o contexto no qual o conteúdo será usado para poder criar conteúdo de alta qualidade! O foco será sobre como nos iremos adaptar ao contexto em questão e providenciaremos as ferramentas para que todos os interessados possam lidar com a natureza adaptativa do CaaS. Para ser mais específico, se consumido como um serviço, o conteúdo pode ter que mudar de acordo com os elementos do contexto, tais como o dispositivo usado, a localização geográfica, o perfil de utilizador do leitor e muitos outros.

Uma oportunidade fantástica para a próxima geração


O CaaS chegou, e para ficar. Na eZ, nós achamos realmente que é um dos nossos pontos fortes, mesmo que não usemos o termo. Acreditamos que o CaaS é um componente fundamental na plataforma de conteúdo e no repositório de conteúdo. Se quiser que o eZ Publish sirva conteúdo através do REST ou outros, nós temos o que é preciso!

Mas isso é apenas o começo. Há uma oportunidade fantástica para desenvolver um sistema de criação realmente contextualizada e de fornecimento de conteúdo, acrescentando personalização e contextualização do conteúdo à equação e tendo também a geração de lucro com o conteúdo como ideia central. Isso iria de certeza revelar ainda mais todo o potencial por trás da idéia do CaaS. Estamos seguramente a explorar essas ideias na eZ (mais detalhes disponíveis aqui e aqui) e iríamos adorar recolher algum feedback ou comentários sobre o tema. Por favor, sinta-se livre para comentar!

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